Exatas 46 semanas depois de perder sua interminável
liderança no ranking, que durou quatro anos e meio, o suíço Roger
Federer se aproxima novamente do número 1, algo que poucos
imaginavam que poderia acontecer tão rapidamente, incluindo o
próprio suíço.
Claro que sua tarefa foi facilitada pela queda precoce de Rafael
Nadal em Roland Garros e por sua ausência forçada em Wimbledon,
permitindo que a diferença despencasse mais de 3.700 pontos.
Como não defendeu o título do ano passado, Nadal aparecerá na
próxima segunda-feira com 10.735 pontos e, na melhor das hipóteses,
terá Federer em seus calcanhares. Finalista do ano passado, Federer
já repete a campanha, mas perde 200 pontos devido ao novo sistema
de ranking e assim tem 10.420 garantidos.
No caso de chegar ao hexa de Wimbledon, saltará para 11.220 e
iniciará a 238ª semana de liderança em sua carreira, algo que o
deixará mais perto de outro recorde. Pete Sampras foi número 1 por
286, seguido por Ivan Lendl (270) e Jimmy Connors (268).
O norte-americano Andy Roddick também mira uma ascensão no ranking
- pode recuperar o quinto posto -, mas seu objetivo maior é acabar
com o longo jejum pessoal e de seu país em títulos de Grand Slam,
que é o maior de todos os tempos. O próprio Roddick foi o último a
ganhar, na inesperada campanha do US Open de 2003. Esta será sua
terceira final em Wimbledon, após duas derrotas para Federer, mas
não é menos dramática do que as quatro decisões que Goran
Ivanisevic precisou antes de finalmente ganhar, em
2001.
O novo
ranking - O escocês Andy Murray melhorou em relação a 2008 e assim
sobe para 9.450 pontos, distanciando do sérvio Novak Djokovic, que
terá 8.150, mas ainda muito à frente do argentino Juan Martin del
Potro, que tem 5.705.
Nas demais posições, poucas mudanças. Gilles Simon se manterá no
sétimo posto, mas seguido agora por Jo-Wilfried Tsonga, que
ultrapassará Fernando Verdasco. O 10º posto ainda é de Fernando
González. A subida mais expressiva caberá a Tommy Haas, que sairá
de 34º para 19º.











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