Roger Federer está na final de Wimbledon pelo sétimo
ano consecutivo. O recorde no All England Club foi alcançado nesta
sexta-feira, em bom jogo contra o alemão Tommy Haas, vencido por 3
sets a 0, com parciais de 7/6 (7/3), 7/5 e 6/3. O suíço vai agora
atrás da 15ª taça de Grand Slam, para se isolar como maior vencedor
da história do tênis.
Por enquanto, ele sustenta 14, igualado a Pete Sampras. A vitória
na decisão ainda lhe dará outro prêmio importante: a volta ao topo
do ranking mundial, posto perdido no dia 18 de agosto do ano
passado para Rafael Nadal. Como o espanhol não pôde defender o
título em Londres, ele tem a chance de voltar à posição que ocupou
por mais de quatro anos e meio.
Com a missão cumprida do suíço, a torcida agora aguarda a ida de
Andy Murray à final. O número 3 do mundo, joga em seguida contra o
cabeça 6, Andy Roddick. O escocês de 22 anos é a maior esperança
para o fim do jejum de 73 anos sem títulos de tenistas britânicos e
ainda tem vantagem no confronto direto contra Federer em 6 a
2.
Ele também vai buscar no domingo o hexacampeonato em Wimbledon,
para recuperar o título perdido no ano passado. O "rei da grama"
havia triunfado entre 2003 e 2007, mas perdido a coroa em jogo
épico contra Nadal no ano anterior. Se conseguir, ficará a uma
atrás de Sampras, mas superará o norte-americano em taças na grama,
com 11 contra 10.
Em grande fase, ele venceu nesta sexta a 18ª partida consecutiva,
comprovando mais uma vez a mudança no astral a partir de Madri,
quando conquistou o título contra o número 1 do mundo e em sua
casa. Após fechar o Grand Slam ao brilhar em Paris, optou por não
disputar torneio de preparação, confiando em sua rápida adaptação à
grama.
E a aposta deu certo. Nas duas semanas, perdeu apenas um set,
contra o alemão Philipp Kohlschreiber, e "passeou" contra os demais
rivais. Contra Haas, venceu a décima em 12 partidas, a nona
seguida. Ela também foi bem mais "fácil" que a anterior, nas
oitavas de Roland Garros, quando o alemão teve 2 sets a 0, 4/3 e
break-point de vantagem antes de levar dura virada.
Com a nova derrota, o tenista de 31 anos mantém o tabu das
semifinais, tendo perdido agora as quatro que disputou (as outras
foram no Aberto da Austrália). Ele também perde série de dez
triunfos seguidos na grama, já que vinha do título em Halle, mas
sai com a certeza de que ainda tem muito tênis a mostrar. Em termos
de ranking, deixa o 34º posto e garante a volta ao top 20.
O jogo - Assim como era esperado, os dois tenistas mostraram nesta
sexta a boa técnica que possuem na grama. Federer, como de hábito,
começou devolvendo o saque e viu o alemão seguir sempre à frente.
Com domínio dos serviços, não houve oportunidades de quebra de
saque e a decisão foi para o tiebreak. Nele, Federer saiu em 4/2,
perdeu ponto incrível em voleio fácil, mas se recuperou e seguida
com devolução firme de backhand, um dos pontos que ele mesmo
considera "frágil" em seu jogo.
Na segunda parcial, o equilíbrio persistiu. O número 2 do mundo
conseguiu o primeiro break-point do jogo no 5/4, salvo pelo alemão
com bom saque. Já melhor em quadra, ele voltou a ter chance de
quebra no 6/5 e desta vez aproveitou em grande ponto e erro do
rival em bola funda.
Com 2 a 0 a situação parecia cada vez mais sob controle e o jogo
teve até momento de descontração. Em lance curioso, Federer aplicou
boa deixada, rebatida por Haas no esforço. Com pouco a fazer, o
alemão colou na rede e esperou o sacrifício abanando os braços e
viu o suíço errar de forma estranha. Os dois sorriram e trocaram
algumas palavras.
Federer então deu o bote decisivo no oitavo game. Com 4/3, ele
ainda perdeu um 15/40, outros dois break-points e foi quebrar
apenas na quinta oportunidade. Com o jogo nas mãos, bastou apenas
um game bem controlado para concluir o avanço à decisão.
Estatísticas
- Mesmo não tendo o saque mais
devastador do circuito, Federer mostrou que dificilmente é
incomodado com ele. Ele acertou 75% das primeiras bolas e venceu
nada menos que 89% dos pontos com ele (contra Karlovic, nas
quartas, havia vencido 94%). Melhor ainda, não cedeu nenhum
break-point. Haas, por sua vez, acertou 65% e venceu 74% dos
pontos.
O suíço ainda esbanjou solidez durante as trocas de bola,
conseguindo 49 winners e cometendo apenas 15 erros não-forçados,
contra 28 e 31, respectivamente, do rival. Na devolução, foram 40
pontos (36%). Já na rede, venceu 38 das 43 bolas
tentadas.
Home
Data de criação : 08/05/11 Última atualização : 10/03/17 02:25 / 1089 Artigos publicados











Comentários